Você também pode colaborar com pessoas de que não gosta

Postado por Ana Paula
11:39 - 05/05/2019

Tenho ouvido muitas pessoas falarem da dificuldade de avançar no trabalho por não gostar de alguns colegas da equipe. Muitas vezes, o problema não é o colega ser tóxico ou difícil, é a incapacidade de lidar com o “diferente”.

 

Às vezes, você é introvertido, analítico e sensato e o colega é extrovertido, intuitivo, criativo e ágil. Por uma questão de perfis opostos, muitos já sentem desconforto na interação e preferem evitar contato, ao invés de enxergar como competências complementares.

 

Já deve ter acontecido com você de não conseguir conviver com uma pessoa. Você diz que o “santo não bateu”. E a partir dessa crença, claro, nada avança. Quando fechamos a porta para alguma pessoa no trabalho, de uma certa forma, estamos fechando pra nós também. Basta avaliar o impacto que isso pode causar nos resultados. A empresa é uma engrenagem, e quando uma peça não funciona, todo o resto fica comprometido.

 

Portanto, nossa provocação de hoje é: reveja seus relacionamentos no trabalho, avalie o papel e a importância que cada um tem nos processos, comece a enxergar o que as pessoas de que você não gosta têm em comum com você ou que você admira. Faça uma autoanálise de como você tem se comunicado com elas. E pense em quanto tempo você tem desperdiçado esperando que as pessoas vivam à altura das suas expectativas.

 

O X da questão está justamente aí, na expectativa. Ao invés de esperar que a pessoa aja como você agiria, tente perceber o valor potencial que ela pode acrescentar. Esforce-se mais para entender a perspectiva da outra pessoa. Você pode e deve aprender com todo mundo que conhece. E a responsabilidade de fazer isso acontecer é sua, mesmo que o relacionamento não seja fácil.

 

Outro ponto importante: se os outros não estão fazendo a parte que lhes compete, em vez de deixar-se influenciar por esta situação, por que você não escolhe fazer a sua parte com excelência? Dessa maneira você é quem influenciará as pessoas, ajudando a tornar a equipe e o ambiente de trabalho melhores a cada dia.

 

Para conviver melhor em conjunto, é importante mudar de uma postura competitiva para uma atitude colaborativa. Uma ideia é transmitir o problema à outra pessoa. Por exemplo, se você diz “Sinto que não estamos trabalhando juntos de uma forma tão eficiente quando poderíamos. O que você acha? Você tem alguma ideia de como podemos melhorar nisso?”. Quando você abre o jogo, e demonstra vulnerabilidade, as pessoas tendem a ser mais sinceras e abertas.

 

Em situações de tensão, ao invés de trazer suas verdades, por que não fazer mais perguntas e ter paciência para ouvir o que o outro tem a dizer? Pedir ajuda pode revigorar um relacionamento difícil, pois demonstra que você valoriza a inteligência e a experiência da outra pessoa.

 

Se você está disposto a mudar a sua atitude, tome a iniciativa enquanto “o cimento ainda está fresco”. Ou seja: não deixe que as relações cheguem num nível de desrespeito e até agressividade. Pode ser que você não consiga restaurar a relação ao ponto de transformá-la numa amizade fora do trabalho, mas acredite: é realmente possível colaborar de forma eficaz com pessoas de que você não gosta. Para isso, você precisa assumir a liderança!

 

Pessoas grandiosas são formadas a partir de boas escolhas e grandes relacionamentos. Quando você reconhece a força desse princípio, vai começar a questionar muitas das suas atitudes e vai perceber o quanto é possível ter uma convivência mais leve, produtiva, agradável e feliz fazendo a sua parte.

Recomendações para você